*Roque Almeida
O mundo corporativo está cada vez mais convencido de que o capital humano é um dos principais responsáveis pelo crescimento de uma empresa. O dia a dia à frente de uma empresa é um convite para pensarmos porque gestão de pessoas precisa ser tratado como uma área estratégica e, principalmente, porque devemos dar total importância a incubar talentos. Ser uma empresa incubadora de talentos é de longe uma das estratégias essenciais para o crescimento sustentável, orgânico e competitivo da organização.
Em nosso ecossistema de negócios, temos a Umanse, que é uma Spin-off da Smart, empresa de consultoria do grupo matter&Co. Ela surgiu quando percebemos que toda e qualquer prestação de serviço em consultoria e gestão, envolvia questões importantes que passavam pela gestão de pessoas de uma organização, fossem elas de contratação, gestão ou mesmo desenvolvimento. Questões essas primordiais para que decisões estratégicas fossem tomadas a todo o momento.
Portanto, atento aqui para a importância de olhar para a necessidade de uma incubadora de talentos para mapeá-los dentro de casa e fazer com que o processo aconteça da melhor maneira, ganhando em inovação e fazendo com que o crescimento orgânico venha acompanhado de capital intelectual.
Para que isso ocorra, recomendo que as empresas estejam sempre acompanhando o processo competitivo interno. Há um histórico interessante nas companhias pela qual acompanho ao longo de anos: aquelas que têm uma visão de jornada para conduzir seus profissionais e investem em uma incubadora de talentos para atuar dentro das organizações, tendem a reduzir o turnover e os custos gerados por ele. Isso permite fortalecer o vínculo com colaboradores, dando a eles maior perspectiva e expectativa de jornada, fazendo com que eles procurem ficar um tempo maior na companhia e contribuindo assim de forma mais profunda para o valor do todo. Esse conjunto de ações estratégicas de gestão de pessoas gera maior conhecimento, internalização dos procedimentos e todo o entendimento da cultura.
Além disso, uma incubadora de talentos também facilita no desenvolvimento de lideranças. É o que Juliana Marjorie, diretora executiva da Umanse, sempre pontua em nossas trocas. Uma das grandes dores das empresas é não ter plano de sucessão consolidado, e não se trata apenas para C level’s, mas também para liderança intermediária e formação de novos líderes.
Ao cultivar consistentemente as habilidades necessárias para a liderança e estabelecer uma jornada clara para o desenvolvimento, torna-se mais viável formar líderes qualificados dentro da própria empresa. Além disso, esse processo oferece um diferencial competitivo, pois tende a gerar um maior entendimento do negócio, prolonga o tempo de atuação dos profissionais, aumenta a capacidade e abrangência de compreensão do setor, e eleva a produtividade. Uma incubadora proporciona as condições necessárias para o desenvolvimento efetivo do profissional.
Desenvolver uma cultura de treinamento nas empresas parte do princípio de que a aprendizagem impulsiona o crescimento e traz benefícios significativos, além de um conjunto de habilidades que fortalecem a organização. Para que essa cultura realmente floresça, é fundamental que tanto o treinamento quanto o desenvolvimento sejam inseridos na estratégia organizacional, tornando-se prioridades no cotidiano da empresa. Essa cultura de treinamento deve estar diretamente alinhada com pautas estratégicas e ser claramente definida, garantindo que os programas de capacitação contribuam para o sucesso da organização e o desenvolvimento de competências relevantes para o mercado.
Dessa forma, o planejamento fomenta a cultura de treinamento, tanto quanto os treinamentos fomentam o desenvolvimento das estratégias organizacionais. Além disso, a liderança precisa liderar pelo exemplo, com envolvimento ativo para ser propulsora da modelagem comportamental e não só como incentivo.
Por fim, é fundamental criar ambientes que incentivem a aprendizagem, oferecendo fácil acesso a conteúdos, disponibilizando os recursos necessários e promovendo uma cultura de feedback contínuo. Dessa forma, além de construir uma sólida cultura de treinamento, é possível calcular o ROI (Retorno sobre o Investimento), que mede o impacto financeiro gerado pelo programas de capacitação, garantindo que o investimento na formação dos profissionais traga resultados concretos para empresa.
